Profissionais discutem dados sobre mortalidade
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 28 de novembro de 2003
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
As principais causas de morte entre os londrinenses são as doenças relacionadas ao sistema circulatório. Logo atrás está o câncer. Causas externas, como acidentes e homicídios, ocupam o terceiro lugar. Esses e outros dados sobre mortalidade são resultados do trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Informações Sobre Mortalidade (NIM), que existe há 10 anos em Londrina.
Segundo a diretora de Processamento e Análise de Dados da Secretaria
Municipal de Saúde, Maria Luiza Iwakura, no início da década de 90, as mortes de origem ''ignoradas'' eram a segunda principal causa de mortalidade no município. Após a instalação do núcleo, esses dados tiveram uma alteração radical. Hoje, as causas de morte não defidas representam apenas 1%.
Para analisar a evolução deste trabalho a Secretaria de Saúde do munícipio iniciou ontem o 2º Seminário sobre Uso das Informações de Mortalidade em Nível Municipal. O evento, que tem caráter nacional, pretende reunir pessoas envolvidas com dados de mortalidade, além de discutir as políticas que podem ser desenvolvidas a partir dos números levantados.
Ontem pela manhã, o representante do Ministério da Saúde, Nereu Henrique Mansano, demostrou o interesse do governo federal em investir nos Estados onde a coleta de dados ainda é pequena. Segundo Maria Luiza, a equiparação dos Estados vai possibilitar uma análise comparativa que refletirá a realidade brasileira em relação à mortalidade. Hoje, os participantes do seminário vão discutir quais os procedimentos utilizados em alguns casos interessantes.
Paralelamente ao seminário, acontece o 1º Encontro de Codificadores de Dados de Mortalidade. Os codificadores são responsáveis por classificar as informações da declaração de óbito com base na tabela de Classificação Internacional de Doenças (CID), elaborado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). ''Eles precisam estar constantemente atualizados pois as mudanças nos códigos da CID são frequentes'', diz Maria Luiza. O trabalho no NIM começa com a leitura das declarações de óbito e em seguida é feita uma investigação detalhada do histórico da pessoa para então chegar a verdadeira causa da morte.


