Profissionais de saúde serão vacinados
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terça-feira, 02 de setembro de 1997
Cristine Pieske 
Curitiba
Leandro TaquesApostaEliane Maluf: Acreditamos que, imunizando determinados grupos, conseguiremos bloquear o acesso da doençaA Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba inicia hoje uma campanha de vacinação contra o sarampo, destinada a profissionais e estudantes da área da saúde. Serão ao todo 50 mil doses de vacinas para serem aplicadas em quem trabalha em hospitais ou faz cursos universitários na área da Saúde. Pelos planos da secretaria, a campanha de vacinação deverá ser concluída, no máximo, até o dia 18 deste mês.
Desde o início do ano, o Paraná já registrou 76 casos da doença - dez deles (oito adultos e duas crianças) apenas em Curitiba. Mesmo assim, a Secretaria Municipal da Sáude descarta, pelo menos por enquanto, a possibilidade de uma campanha de vacinação de toda a população. Acreditamos que, imunizando determinados grupos, conseguiremos bloquear o acesso da doença, afirma a diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Eliane Maluf. Como os médicos, funcionários de hospitais e estudantes lidam com pessoas já contaminadas, eles acabam se transformando no principal alvo da doença.
A Secretaria da Saúde também recomenda que os adolescentes menores de 15 anos tomem um reforço da vacina contra o sarampo. Há doses disponíveis nas unidades e postos de saúde, e não é preciso recomendação especial de um médico.
Segundo a diretora do Centro de Epidemiologia, todas as pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra o sarampo antes de 1987 estão mais suscetíveis à contaminação. Até esta data, pelas regras da Organização Mundial da Saúde, a vacina era aplicada aos sete meses de idade, quando os anticorpos da mãe acabavam inutilizando a vacina. Após 1987, as vacinas passaram a ser aplicadas somente aos nove meses.
Agora, com o aumento dos casos de sarampo em Curitiba, a secretaria está antecipando a vacinação para os seis meses de idade - para dar maior proteção aos recém-nascidos -, além de prever outras duas doses de reforço, aos nove e 15 meses. Os médicos recomendam que, assim que surgirem os primeiros sintomas (dor de cabeça, febre alta, coriza e manchas avermelhadas na pele), as pessoas entrem em contato com as unidades de saúde.


