Profissão é mal remunerada
Profissão é mal remunerada
Existem no Paraná aproximadamente 130 mil professores, lecionando em quase 10 mil estabelecimentos, que vão desde a pré-escola até os cursos de nível superior. Do outro lado do quadro-negro, ou dos computadores, estão cerca de 3,8 milhões de alunos da rede pública e privada.
Num dia como este, as reclamações são muitas. Professores queixam-se de salários e da jornada de trabalho elevada, por exemplo. Na rede pública estadual, segundo dados do Sindicato dos Professores do Paraná (APPSindicato), o salário inicial, para 20 horas de aulas semanais, é de R$ 253,00, e o salário máximo a que um professor com carga de 20 horas chega após 35 anos de trabalho e cursos de pós-graduação é de R$ 721,27. A média, entretanto, é de R$ 334,00, segundo a APP.
Segundo a superintendente da Secretaria de Estado da Educação, Zélia Marochi, o salário depende da formação e do tempo de trabalho do professor. Hoje, 90% têm curso superior, o restante magistério. Mas há também cerca de 20 mil professores leigos (sem formação) em todo Estado.
A aposentada Kátia Cortes reclama da queda do nível salarial da categoria. Ela conta que em 1977 consegui comprar um carro Chevette zero quilômetro em 12 prestações com o salário de professora. Apesar de formada e com especialização, hoje ela recebe R$ 800,00 de aposentadoria.
Mas os baixos salários não se restringem ao ensino público. Carlos Henrique Wiens, 26 anos, dá aulas de matemática em três escolas privadas para alunos do ensino fundamental e médio. Professor há seis anos, ele trabalha 30 horas por semana e recebe no final do mês R$ 1,5 mil. (M.G.)





