Londrina - Na Universidade Estadual de Londrina (UEL), os alunos da graduação insatisfeitos com o curso escolhido são atendidos, desde setembro do ano passado, pelo programa Profissão Certa.
A intenção, de acordo com a psicóloga Ingrid Ausec, responsável pela reorientação vocacional dos estudantes, é ajudá-los a entender o motivo da insatisfação com o curso, mostrar os possíveis pontos de identificação com a carreira e, nos casos em que o universitário pretende desistir e tentar um novo vestibular, orientá-lo a fazer uma escolha mais consciente. "O objetivo final é reduzir os índices de evasão e repetência", esclareceu.
Apenas nos quatro últimos meses de 2008, o programa recebeu 30 consultas por e-mail e atendeu sete estudantes por agendamento. Destes, um desistiu da graduação e voltou a fazer cursinho pré-vestibular; dois chegaram ao final do ano e continuaram no curso; um concluiu o ano letivo mas abandonou as aulas por ter passado em novo vestibular; e um continuou no primeiro curso escolhido por não ter passado no vestibular.
Outros dois estudantes não deram retorno à Ingrid sobre a situação após a reorientação. "Os que continuam nos cursos tentam reduzir os prejuízos", esclareceu.
Atualmente, três alunos da UEL estão inscritos no programa. "A tendência é que a demanda aumente depois de maio, quando começam as inscrições para o vestibular."
A reorientação vocacional dura, em média, cinco ou seis sessões com a psicóloga. "Normalmente, observo que a decisão pelo curso não foi pautada por uma vontade pessoal do aluno, mas por influências externas, como a escolha por áreas menos concorridas no vestibular ou a opção feita a partir da influência dos pais", disse.
Antes de fazer uma nova escolha, Ingrid incentiva os insatisfeitos a buscarem mais informações sobre a carrreira, para ver se existem pontos de identificação. "Muitos acabam descobrindo vantagens em continuar. Quando não encontram nada de bom, começamos a trabalhar a reopção", revela.

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