PROFISSÃO - Serviços dignos e essenciais
A greve dos garis e coletores de lixo, apesar de ter durado apenas um dia, colocou em evidência a importância de uma classe de trabalhadores que apesar de prestar serviços essenciais ainda é pouco reconhecida. Além de enfrentar sol, chuva, calor e frio, esses e outros profissionais convivem com o preconceito de parte da população.
Aos 60 anos, Luiz Caldeiro de Oliveira é responsável pela varrição de uma das principais vias da Zona Sul. Às sete horas em ponto o gari começa a varrer os quatro quilômetros que percorre diariamente. Eu acho meu serviço muito digno. É claro que é cansativo e mal remunerado. A gente tem que enfrentar sol e chuva para trabalhar, mas não sinto vergonha do meu trabalho.
Entre os jazigos do Cemitério São Pedro, Atílio Guelfi Neto, 46 anos, se sente seguro e feliz da vida com a profissão de coveiro, que orgulhosamente exerce há 25 anos. Esse é o trabalho certo para mim, defende. Ele conta que para ser coveiro tem que ter qualidades como calma e jeito para lidar com as pessoas. Entre os 2,5 mil enterros já realizados no cemitério, ele foi responsável por cerca de 1,8 mil.
Outro personagem entrevistado pela FOLHA é funcionário da Sanepar há 20 anos. Imagine a rede de esgoto de toda a Zona Norte de Londrina e parte da Região Central desembocando em duas valas compostas por grades de ferro. Esse é o primeiro processo de limpeza de todo o tratamento de esgoto da Sanepar, que separa os resíduos sólidos do líquido. Um dos responsáveis pelo serviço é João Roberto Borges. A gente devolve a água limpa para os rios. Imagine se não houvesse esse trabalho? Seria tudo imundo, sem condições de sobrevivência.
● Opinião ou ideia formada antecipadamente e sem reflexão nem fundamento razoável sobre alguém ou alguma coisa
● Sepultura; túmulo; monumento funerário, geralmente em sepultura de uma família ou de várias pessoas
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