Professores vão receber gratificação
Curitiba O governador Jaime Lerner (PFL) anunciou ontem o pagamento de uma gratificação de assiduidade de R$ 100,00 a 46 mil professores do quadro do Estado. O anúncio revoltou os professores, que esperavam que o governo apresentasse, nos próximos dias, proposta de reajuste salarial. Lerner também divulgou que fará um concurso público para contratar docentes.
A gratificação, que já foi concedida a outras categorias do quadro geral do Estado e à Polícia Civil, será paga a partir de maio. O pagamento será feito até dezembro, quando termina o atual mandato. A continuidade do abono depende, depois disso, do próximo governo.
O secretário da Administração, Ricardo Smijtink, descartou a possibilidade de reajuste salarial para a categoria. A apresentação de um estudo da viabilidade da reposição ficou acertada em uma reunião, na última terça-feira, entre governo e sindicalistas da APP-Sindicato, que representa os professores do Estado. Segundo o secretário, o balanço do desempenho da arrecadação no primeiro quadrimestre foi fechado na última sexta-feira. O que o Estado pode fazer neste momento é conceder a gratificação. Acredito que isso irá contentar os professores, disse Smijtink.
Para o presidente da APP, Romeu Gomes de Miranda, a gratificação é uma armadilha para desmobilizar a categoria, pois está condicionada à assiduidade. Ele questiona ainda a não-concessão do abono para os professores aposentados. A categoria não descarta, segundo Miranda, a possibilidade de uma greve geral. Uma assembléia, marcada para o dia 18, vai discutir o assunto.
Os professores e funcionários do ensino querem reposicão salarial de 65%, referente à inflação desde 1995. Na última segunda-feira, eles paralisaram as aulas e fizeram uma manifestação com passeata até o Palácio Iguaçu.
Outro anúncio feito ontem pelo governo do Estado agradou a categoria. Um concurso público será realizado para contratar professores pelo regime estatutário. O concurso poderá efetivar os cerca de 18 mil docentes que trabalham pelo regime de CLT, que não têm estabilidade no emprego.





