O comando de greve dos professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) promete radicalizar o movimento por conta da intransigência do governo de não negociar e agora de suspender o pagamento. Eles querem forçar o cancelamento do semestre e do vestibular 2002. Esse foi o tom da conversa que tiveram ontem com o reitor Carlos Antunes dos Santos que, apesar de mostrar solidário ao movimento, defende a manutenção do concurso.
''Estamos há 70 dias do vestibular. Não acho que esteja hoje ameaçado, mas há uma situação que pode apontar para isso'', declarou Antunes. Ele não acredita na hipótese de cancelar o concurso, mas de adiá-lo caso a greve se estenda por mais tempo.
De acordo com o presidente da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR), Francisco de Assis Marques, o reitor concordou em convocar uma reunião do Conselho Universitário, que deverá acontecer no próximo dia 15 para discutir a greve. Marques criticou a decisão do ministro Mário Galvão, do Superior Tribunal Federal, que derrubou o liminar que garantia o pagamento aos grevistas.

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