Professores da rede pública estadual estiveram reunidos ontem em Londrina para debater os rumos que serão tomados pela categoria contra o veto do governador do Estado, Roberto Requião (PMDB), ao artigo 47 do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) dos funcionários, que adia para maio o aumento dos salários e cancela o pagamento dos retroativos referentes aos meses de fevereiro, março e abril. Eles estavam confiantes de que os deputados estaduais derrubarão o veto na Assembléia na próxima terça-feira, data em que o projeto será apreciado pelo Legislativo.
O presidente da APP-Sindicato, José Rodrigues Lemos, acredita que 35 deputados, do total de 54, votarão contra o veto. ''Pelo acordo feito com o governo, a reposição salarial deveria valer a partir de fevereiro. Como o aumento é de 33,36%, se somarmos os três meses de retroativo, os professores perderiam um salário inteiro. Não vamos abrir mão do pagamento'', garantiu. O deputado Tadeu Verneri (PT), da Comissão de Educação, esteve na reunião e criticou a atitude do governador. ''Nenhum governo pode se julgar acima de tudo e de todos e fazer o que bem entende'', comentou.
A decisão agora cabe aos deputados estaduais, que podem obrigar o governo estadual a cumprir o acordo e pagar os retroativos. Os professores garantem que vão pressionar os parlamentares. ''Cada um de nós irá conversar com o deputado de sua região e, na terça-feira, estaremos em Curitiba para acompanhar a votação. Estamos em ano de eleições e temos que aproveitar para cobrar posições'', disse Lemos. Caso o veto seja mantido, a possibilidade de paralisação não está descartada. ''Estamos confiantes e abertos ao diálogo com o governo, mas se for preciso, iremos parar''.

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