Giovani Ferreira
De Curitiba
A Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato) está anunciando para a próxima sexta-feira um dia de paralisação. Os trabalhadores em educação da rede pública estadual estarão protestando contra o que eles chamam de descaso do governo com o setor. As atividades têm início amanhã, quando acontece a manifestação ‘‘hora-atividade na prática’’ e todas as aulas terão apenas 30 minutos.
A pauta de mobilização integra a Semana Nacional em Defesa da Educação Pública, definida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. A programação do Paraná foi definida em assembléia estadual da APP realizada em Londrina, no último dia 25. Os sindicalistas afirmam que a paralisação trata-se de um indicativo de greve, que pode ser deflagrada em maio, caso o governo não atenda às reivindicações da categoria.
Entre as discussões dos professores está a recomposição salarial, hora-atividade, revogação do Paranáeducação, extinção do Paranáprevidência e aprovação do Plano de Cargos, Carreira e Salários. Ainda constam da pauta a eleição direta para diretores, vale-transporte para todos os servidores do setor e duplicação do auxílio alimentação.
As manifestações estão acontecendo em todo o Brasil. Em Rio Branco, no Acre, e nos estados de Goiás, Paraíba e Rio Grande do Sul a categoria já está em greve. Em Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina a situação é parecida com a do Paraná, onde existe o clima para o início de greve geral.
As manifestações desta semana são definidas pelos professores e sindicalistas como uma advertência ao governador Jaime Lerner (PFL). Eles querem que o governo abra um novo canal de negociações e que o Estado crie alguma expectativa de restruturação do setor, com a valorização do servidor da educação. Devem participar do dia de paralisação, que deve ter protestos e mobilizações em todo o Paraná, professores, pais, alunos e funcionários das escolas.

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