Os 40 mil professores da rede pública estadual prometem fechar a Ponte da Amizade, entre Brasil e Paraguai, na próxima quarta-feira. A manifestação será durante a assembléia dos professores do Paraná, em Foz do Iguaçu, fronteira dos dois países. Eles vão protestar contra a indefinição do governo do Estado para a implantação da hora-atividade, remuneração do tempo gasto pelos professores para a correção de provas e preparação da aula.
De acordo com a Associacão dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), hoje é o último prazo para que o secretário de Estado da Educação, Ramiro Wahrhafting, formalize proposta sobre a hora-atividade.
Segundo estratégia definida pela APP, os 2.500 professores da região de Foz do Iguaçu iniciam uma vigília na Ponte da Amizade às 23h30 da terça-feira. Às 6 horas da manhã de quarta, eles começam a receber as caravanas vindas de várias partes do Estado.
Além da hora-atividade, os professores estão reivindicando reajuste de 24,3% mais seis parcelas de aumento de 6,07%. Segundo eles, esses percentuais seriam suficientes para repor as perdas salariais desde o governo de Álvaro Dias (PSDB).
Segundo a presidente da APP em Foz do Iguaçu, Ivanir Glória de Campos, o protesto terá apoio do Sindicato dos Urbanitários, que representa os trabalhadores da usina de Itaipu, e dos Rodoviários. ‘‘Essas categorias engrossam o movimento dos professores e protestam contra a política neo-liberal do presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador Jaime Lerner’’, afirmou Ivanir.

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