Professores universitários pedem reajuste e plano de carreira
Kraw PenasCarreiraAcampamento de manifestantes em frente ao Palácio Iguaçu: plano de cargos para os professoresO governo do Estado anunciou ontem que envia na sexta-feira para a Assembléia Legislativa as mensagens propondo reajuste salarial para os funcionários públicos de nível superior e criando o plano de cargos e salários para os professores das universidades estaduais. O anúncio foi feito depois que cerca de 200 pessoas, entre professores e funcionários das faculdades e universidades estaduais, acamparam em frente ao Palácio Iguaçu.
O objetivo do grupo era pressionar o governo a enviar as mensagens, em negociação desde o governo Mário Pereira. O secretário-chefe da Casa Civil, Giovani Gionédis, disse que a proposta do governo para o reajuste dos funcionários de nível superior é de 80% sobre o salário-base, divididos em seis parcelas, a partir de 1º de março. O índice de reajuste para os professores ainda não foi anunciado.
Gionédis esteve pela manhã com os manifestantes, que vieram de Londrina, Maringá, Cascavel, Guarapuava, Paranavaí e Apucarana. Eles armaram barracas de lona azul em frente ao Palácio e chamaram a atenção utilizando um boneco representando o governador Jaime Lerner numa forca. Eles também espalharam faixas pelo local. Uma delas diz: Curitiba tem dois prefeitos e o Paraná não tem governador.
À tarde, um grupo de funcionários e professores foi até a Assembléia Legislativa, em busca de apoio para as reivindicações. Hoje, os cerca de 18 mil funcionários e professores das faculdades e universidades estaduais integram o quadro geral do funcionalismo do Estado, embora os professores tenham carreira diferenciada.
No quadro geral existem 11 níveis salariais. Com o quadro próprio, os funcionários teriam 20 níveis, diz o presidente do Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos da Universidade Estadual de Londrina, Itamar André Rodrigues.
Funcionários e professores ainda não conhecem as possíveis alterações que o governo fará na proposta original antes de enviar a mensagem à Assembléia.
Uma das propostas que deverá ser suprimida é a que permite a ascensão funcional através de concursos internos. Segundo Rodrigues, já existe parecer da Procuradoria Geral do Estado considerando o item inconstitucional.
Antes de ser apreciado pelos deputados, o projeto deverá passar por muitas negociações. O presidente do Sindicato dos Professores da UEL, José Mário Angeli, disse que a categoria pretende apresentar emenda elevando de R$ 620,00 para 10 salários mínimos o piso salarial.





