Professores tentam atrair pais de alunos para a paralisação
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sexta-feira, 19 de maio de 2000
Israel Reinstein De Curitiba 
Os professores e pais de alunos de 530 escolas de Curitiba pretendem organizar pequenos comitês de greve nos pátios dos colégios durante a paralisação dos professores da rede estadual, programada para terça-feira em todo o Paraná. A decisão foi tomada durante a reunião que elegeu o comando de greve dos professores de Curitiba e de 32 municípios próximos da capital.
A intenção é estabelecer comandos próximos dos pais e alunos, que possam se mobilizar com agilidade para sustentar a paralisação, afirmou a diretora do núcleo sindical, Maria Helena Guarezi. De acordo com ela, cada grupo está definindo uma tática própria para atrair o máximo de pessoas durante a greve.
Ontem, pais de duas escolas de cidade Escola Estadual Paulo Leminsky e o Instituto de Educação do Paraná organizaram uma passeata no centro da cidade em apoio à greve dos professores.
Ontem, técnicos do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APPSindicato) e da Secretaria da Fazenda estiveram reunidos discutindo os índices propostos pelos professores. Até o fim da tarde, não havia uma decisão da reunião.
Os professores pedem reajuste salarial de 41,14%, implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), hora-atividade e avanços verticais e horizontais de carreiras, planos de saúde, extinção da ParanáPrevidência e Paranaeducação e vale-transporte, além de eleição direta para diretores de escola e pagamento do 1/3 de férias.
Até o momento, a Secretaria Estadual de Educação já ofereceu aos professores o pagamento em julho de vale-transporte para os servidores que recebem três salários mínimos, retomada dos avanços de carreiras previsto para o mesmo mês, e implantação de plano de saúde para o segundo semestre. Para segunda-feira, os professores pretendem ter uma reunião com o governador Jaime Lerner e a secretária da Educação, Alcyone Saliba. Mas a reunião não estava confirmada.


