Os professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) suspenderam ontem a noite a greve, durante uma assembléia realizada no anfiteatro do Centro de Ciências Biológicas (CCB). Por uma diferença de 10 votos, 177 a 167, venceu a proposta de suspender a paralisação até segunda-feira, quando a categoria voltará a se reunir às 14h30 no anfiteatro ‘Pinicão’ da UEL.
A decisão surpreendeu muita gente, principalmente porque a assembléia de ontem seria apenas informativa. ‘‘Acontece que a Reitoria mandou seus elementos em peso para a assembléia’’, afirma o professor Evaristo Colmán, diretor da Associação dos Docentes da UEL (Aduel). Os ‘‘elementos’’, explica Colmán, são professores com altos salários ou com cargos comissionados na universidade. Alguns nunca teriam aparecido nas assembléias, conforme Colmán.
‘‘O momento agora é de continuar o movimento e tentar reverter este quadro’’, afirmou o diretor da Aduel. Ele espera que os servidores da UEL mantenham a posição de continuar em greve e disse que os professores irão para a assembléia de segunda-feira com força total, tentando levar em massa a categoria para tentar retomar a paralisação.
A presidente do SinSaúde, Ana Maria da Cruz, não escondeu o descontentamento, ontem à noite, com a decisão de última hora dos professores. Quando questionada se os funcionários dos hospitais Universitário (HU) e das Clínicas (HC) manteriam a paralisação, ela disse que era necessário avaliar os últimos acontecimentos. Mas avisou: ‘‘Não vou colocar a minha categoria em risco’’.
A greve dos servidores do HU e HC será retomada hoje, às 7 horas, 10 dias após uma paralisação de 14 dias. ‘‘Não houve atendimento às nossas reivindicações e a proposta salarial do governo foi zero’’, disse a presidente do SinSaúde. Assim como os docentes da UEL e professores estaduais, os servidores alegam que as perdas salariais da categoria chegam a 41,14%.
A retomada da greve no HU e HC havia sido definida ontem em uma assembléia com 274 servidores que teve início às 13 horas e só acabou às 18h30. Durante a assembléia, a direção do sindicato foi informada da decisão do juiz substituto da 3ª Vara Cível, Luiz Gonzaga Tucunduva de Moura, que concedeu liminar a uma ação de interdito proibitório protocolizada pela UEL e que proíbe a realização de piquetes e arrastões no câmpus universitário e outros órgãos da instituição.
O HU, segundo o que havia sido decidido, faria apenas atendimentos de urgência. Também havia sido decidido que hoje pela manhã o sindicato faria uma avaliação da greve e às 13 horas, quando é maior o número de funcionários no HU, haveria uma assembléia para decidir se a greve continua. Outra assembléia unificada no câmpus teria a participação de funcionários, docentes e alunos.

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