Professores retornam às aulas em Curitiba
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segunda-feira, 11 de junho de 2001
Emerson Cervi De Curitiba 
Professores da rede municipal de ensino de Curitiba fizeram ontem uma nova paralisação em protesto contra o Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) da categoria que está tramitando na Câmara Municipal. De acordo com a coordenadora de formação do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac), Liliana de Moraes Vareschi, a administração traiu a categoria ao apresentar uma proposta de PCCS diferente da que foi negociada pelo sindicato.
No final da tarde de ontem, os professores fizeram uma assembléia e decidiram retomar as atividades hoje pela manhã. De acordo com a presidente do Sismmac, Josete Dubiaski da Silva, a categoria aguarda a confirmação de uma audiência com o prefeito Cassio Taniguchi para a próxima segunda-feira. Se Taniguchi não receber os professores, uma nova manifestação - com a dispensa de alunos - será feita na semana que vem. Permanecemos mobilizados, uma greve não está descartada, afirmou Josete.
Ainda não há data para votação do PCCS na Câmara, mas o projeto já recebeu emendas de vereadores. Ontem à tarde a direção do Sismmac entregou ao presidente da Câmara, João Claudio Derosso (PFL), uma nova proposta de plano. O Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc), que reúne as demais categorias de funcionários municipais, aproveitou a manifestação de ontem para criticar a proposta de privatização da administração de 26 creches de Curitiba. A principal reclamação dos sindicalistas é que o projeto do prefeito não prevê o pagamento por maior habilitação.
Até 1991 os professores recebiam adicionais quando concluíam pós-graduações. Depois disso os reajustes foram suspensos. No projeto que está tramitando na Câmara continua sem existir a previsão dos pagamentos, o que é inaceitável. A proposta que está tramitando na Câmara pode ser votada junto com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), na última sessão do semestre, no final do mês. Essa estratégia da bancada governista tem a função de evitar o desgaste em votações polêmicas.
O presidente do Sismuc, Mário Casassa, disse que existe muita desinformação sobre o assunto. Uma hora o prefeito diz que não vai mais privatizar, depois ele volta atrás. Queremos uma posição definitiva, afirmou. Para o sindicalista, o impasse só será resolvido depois que Taniguchi suspender definitivamente o edital que prevê a concessão de 26 creches para a administração de empresas privadas. Até agora, o edital está suspenso por liminar judicial.
As manifestações vão continuar porque o atendimento gratuito é uma obrigação do Estado, afirmou. Para o sindicalista, se empresas privadas quiserem assumir parte do atendimento às crianças, devem construir novas creches. (Colaborou Ellen Taborda)


