Os professores da Universidade Federal do Paraná decidiram ontem de manhã, em assembléia na Reitoria, em Curitiba, voltar às aulas no próximo dia 13, depois de 81 dias em greve. A decisão, que teve 145 votos a favor, 18 contra e 5 abstenções, ocorreu depois de intensos debates entre os professores, não satisfeitos com as gratificações aprovadas pelo Senado Federal. A primeira idéia era retomar as aulas já a partir da próxima segunda-feira, mas durante a assembléia a data foi mudada.
Segundo o presidente da Associação dos Professores da UFPR, José Roberto Portella, durante a próxima semana deve acontecer nova assembléia, para encaminhar sugestões para o calendário escolar que será reelaborado pelo Conselho de Ensino e Pesquisa da UFPR. O calendário, segundo Portella, ‘‘não vai prejudicar os alunos, que terão que ter aulas até janeiro’’.
Embora não satisfeitos com as gratificações de 21% a 48%, os professores resolveram voltar a trabalhar também porque acaba hoje o prazo final para concessão de reajustes, em função da legislação eleitoral, segundo admitiu Portella.
Servidores - Os servidores técnico-administrativos da UFPR, em assembléia na quinta-feira, estão resolvidos a manter a greve, por tempo indeterminado, e ameaçam impedir a realização do concurso vestibular. Luiz Fernando Mendes, diretor de formação sindical do Sinditest-PR, disse que há duas alternativas, que serão discutidas em nova assembléia, na segunda-feira. ‘‘Podemos tomar duas posições para radicalizar: ou a suspensão do funcionamento dos 44 hospitais universitários ou a nãorealização do concurso vestibular’’, disse Mendes. ‘‘O governo federal quer se ver livre da educação e da saúde, mas depois de quatro anos sem reajuste eu questiono: quem vai ficar contra nós se mantermos a greve?’’, reclama o sindicalista.

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