Professores reclamam de corte de gratificação
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terça-feira, 29 de junho de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba Cerca de três mil professores do quadro estadual que trabalham em escolas municipalizadas ou são cedidos para Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) tiveram a gratificação do auxílio-transporte cortada este mês. Além disso, eles foram penalizados pelo governo do Estado e terão que repor aos cofres públicos o valor pago no mês passado em três vezes iguais de R$ 50.
''O auxílio-transporte foi criado no novo Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos dos professores e é extensivo a todos os educadores do quadro estadual. Estando nas escolas estaduais dando expediente ou não. A única condição de pagamento é que eles estejam na ativa. E eles estão'', afirmou o presidente do Sindicato da Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), José Lemos.
Ele acredita que tenha havido um erro de interpretação por parte da Secretaria de Estado da Administração na hora da emissão dos holerites. A APP está pedindo ao governo que rode uma folha complementar com os valores devidos para os professores. Além da gratificação, em torno de R$ 150, a APP pede que sejam repostos os R$ 50 descontados nesta folha de pagamento.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Educação informou ontem que a Lei Complementar nº 103 de 15 de março de 2004 diz que os professores que estão à disposição de outros órgãos sem vínculo com a educação não deverão receber esse tipo de gratificação. Mas segundo o diretor geral da Educação, Ricardo Bezerra, os professores cedidos por meio de convênio como os educadores das Apaes e das escolas municipalizadas têm direito ao auxílio transporte porque desempenham ''um importante papel na educação das crianças paranaenses''.
Bezerra garantiu que irá efetuar o pagamento devido em folha complementar até o dia 10 de julho. A folha movimentará R$ 600 mil dos cofres públicos.


