Todos os professores cubanos que estão em Londrina fazem questão de salientar os pontos positivos da ilha. Destacam até a programação da televisão estatal, livre de anúncios comerciais. ‘‘Aqui a gente não tem como assistir a um filme inteiro por causa de tantas publicidades’’, reclamam.
A saída tem sido a locação de fitas. ‘‘Gostamos muito de filmes americanos. Só que lá, por causa da briga com os EUA, os filmes piratas chegam mais rápido e passam na TV para todo mundo ver.’’
Cuba enfrenta sérios problemas econômicos com a suspensão de ajuda externa da ex-União Soviética, e com o embargo norte-americano ao regime comunista de Fidel Castro, que tomou o poder derrubando Fulgencio Batista em 1959. Racionamento e escassez de produtos são parte do cotidiano da ilha, sobretudo nos últimos anos.
Um país de pessoas cultas e instruídas, que se orgulham de ter um índice de apenas 6% de analfabetismo, uma saúde pública modelo em todo mundo, com alto desenvolvimento em biotecnologia e informática, Cuba tem 11 milhões de habitantes. Deste total, segundo os professores, 10,5 milhões ‘‘têm amor pela pátria’’.

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