Professores querem que Justiça proíba intervenção nas escolas
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quinta-feira, 07 de março de 2002
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato) quer acabar na Justiça com a crise instaurada em escolas da rede pública estadual, cuja posse de diretores eleitos pelas comunidades está sendo barrada pela Secretaria da Educação do Estado. A APP-Sindicato está defendendo o cumprimento de uma determinação judicial que proíbe a intervenção da pasta comandada pela secretária Alcyone Saliba.
Segundo o presidente da entidade, Romeu Gomes de Miranda, uma liminar concedida em setembro do ano passado pelo desembargador Antônio Lopes de Noronha suspende os efeitos de três artigos do decreto governamental 4.313/01, que define as regras para a escolha de diretores.
Miranda disse que o Tribunal de Justiça negou o agravo regimental ajuizado pela Secretaria da Educação. Com isso, segundo ele, a liminar continua tendo validade. A entidade interpreta a indicação de diretores como intervenção, uma vez que a escolha não se deu pela comunidade escolar. Segundo Miranda, mesmo as escolas que seguiram todos as etapas da eleição proposta pela secretaria sofreram intervenção. Este é o caso dos colégios Cecília Meireles e Lysimaco Ferreira da Costa, de Curitiba. A escolha foi impugnada pela secretaria.
A Secretaria da Educação, por meio de sua assessoria, alegou que não está havendo descumprimento de uma determinação judicial, pois a decisão não foi publicada em Diário Oficial. Informou também que são oito não 13 as escolas que tiveram diretores indicados pela secretaria.
Ontem, o presidente da Comissão de Educação da Câmara de Curitiba, vereador Ângelo Batista (PSL), entregou um documento à Secretaria da Educação pedindo esclarecimentos sobre a intervenção nas escolas.


