Os professores de escolas municipais aprovaram ontem, em assembléia no Colégio Estadual Santos Dumont, o encaminhamento de uma ação judicial para tentar bloquear parcialmente as receitas da Prefeitura de Apucarana. O objetivo é garantir recursos para pagamento de salários em atraso. Parte da categoria está em greve.
Na mesma assembléia, a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Elizabete Costa de Sousa, apresentou a advogada Adriana Sônia Abujamra, de Londrina, que foi constituída como representante da categoria para encaminhar a ação na Justiça.
De acordo com estimativa da advogada, através de uma ação cautelar inominada, os servidores poderão obter na Justiça o bloqueio de pelo menos 60% das receitas provenientes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
A mobilização dos professores começou com uma passeata de protesto, anteontem, que se transformou em greve. Por enquanto, o movimento não teve adesão de outros servidores, nem da totalidade dos professores.
AcordoA greve foi deflagrada devido ao atraso no pagamento dos salários de setembro que, conforme acordo firmado com o prefeito Carlos Scarpelini (PPB), deveriam ter sido liberados entre 10 e 20 de outubro.
Ontem, a Secretaria de Finanças liberou outro lote de cheques de mais uma faixa de servidores, totalizando cerca de 45% da folha de setembro.
O prefeito Carlos Scarpelini fez um apelo para que as professoras voltem ao trabalho. Segundo ele, praticamente toda receita disponível está sendo destinada ao pagamento de salários do funcionalismo.
‘‘Houve um pequeno atraso em relação ao que ficou estabelecido no acordo firmado com o sindicato, por absoluta falta de recursos’’, explicou o prefeito Scarpelini.

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