Na tarde de ontem os professores de Educação Física da rede estadual de ensino se depararam com portas fechadas ao fazer um protesto em frente à Secretaria Estadual de Educação. Ele querem o aumento do número de horas-aula. De acordo com o Núcleo Sindical de Curitiba e Região Metropolitana da APP-Sindicato, a redução na carga horária deixou 231 professores de Curitiba desempregados e comprometeu os ganhos de outros cinco mil em todo o Estado.
A assessoria de imprensa da scretaria afirmou que a determinação de encerrar o expediente a partir das 14 horas partiu do chefe de gabinete Cláudio Bonfat. O motivo alegado seria o ‘‘histórico de violência’’ de manifestações anteriores, com a invasão do prédio e até agressão.
Segundo um dos organizadores do protesto, professor George Luiz Alves Barbosa, até o ano passado a grade curricular das escolas trazia três horas semanais para a disciplina. Este ano, as horas-aula foram reduzidas para duas na maioria dos estabelecimentos de ensino fundamental (5ª a 8ª série) e, para uma hora-aula em algumas escolas. Ainda segundo Alves, para os alunos do ensino supletivo a Educação Física foi praticamente extinta.
Sérgio Oliveira é um dos professores que teve o número de aulas reduzida de 40 para 20 horas. Ele leciona no Colégio Mário Brandão Teixeira Braga, em Curitiba. Para compensar, teve que apelar para a escola Ivanete Martins, em Piraquara (Região Metropolitana), onde conseguiu 19 horas. Alguns professores estão dividindo as aulas que têm com outros colegas para evitar que eles fiquem fora das salas de aula.
O coordenador de Educação Física da scretaria, Barlam França, disse que havia necessidade de mudar a grade curricular para atender a nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB). O número de horas-aula destinadas à Educação Física, segundo ele, foi decidido pelas próprias escolas, que têm autonomia para definir sua proposta pedagógica.

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