Professores protestam com greve de fome
Cinco professores e um funcionário de escolas públicas do Estado entraram em greve de fome ontem, em Curitiba. Eles tomaram essa decisão, logo após o pronunciamento do presidente da APP-Sindicato, Romeu Miranda, na Assembléia Legislativa. Miranda afirmou que a entidade entrará hoje com uma representação junto ao Ministério Público para apurar possíveis irregularidades na contratação de funcionários pela Secretaria de Educação. Além disso, o presidente pediu a renúncia da secretária Alcyone Saliba, alegando que isso irá melhorar as relações entre os professores e o governo. Ela é uma tecnocrata que não entende a realidade do nosso setor, disse.
A secretária afirmou ter um longo histórico de ligação com a Educação. Não vou entrar em polêmicas pessoais. Estou preocupada em encontrar soluções para a educação do nosso Estado, afirmou. Segundo ela, a reunião que acontece hoje, na Procuradoria Geral do Estado, envolvendo o governo estadual e entidades ligadas à area é a prova de que o governo quer dialogar. O líder do governo na Assembléia, Valdir Rossoni (PTB), afirmou que não há recursos para reajustes. As condições não são favoráveis, disse Rossoni.
Os grevistas são Miguel Baez, Janeslei Aparecida Albuquerque, Deolinda Regina Plácido Casado, Endy Paulo Chaves e Sueli de Souza Pinto.
Com esse gesto podemos sensibilizar o governo, que não apresenta uma solução para nossas reivindicações e continua intransigente em negociar. Não queremos uma greve longa porque sabemos dos prejuízos que nossos alunos podem sofrer, afirmou Baez.
No início da noite, os grevistas foram obrigados a sair do prédio. O presidente da Assembléia, Nelson Justus (PTB) justificou a retirada dos grevistas do Legislativo. A gente fez de tudo para intermediar a negociação da categoria com o governo do Estado, mas hoje (ontem) eles perderam a razão. Aqui na Assembléia não podem ficar, afirmou. Até o fechamento desta edição ficaram no Sindicato dos Jornalistas e pretendiam ir para a OAB.





