Professores pressionam governo para repor salários
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de março de 2003
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O secretário de Educação do Paraná, Maurício Requião, recebeu no final da tarde de ontem, para mais uma rodada de negociações, a direção da APP-Sindicato, entidade que representa os professores da rede estadual de ensino. Os professores esperavam uma resposta afirmativa do governo sobre o reajuste salarial reivindicado há oito anos pela categoria. Até o início da noite, o encontro não havia terminado.
A APP cobra do poder público a reposição das perdas salariais desde agosto de 1995, data do último aumento linear, concedido pelo ex-governador Jaime Lerner (PFL) aos servidores estaduais. Cálculos do sindicato apontam que, de agosto de 1995 a março deste ano, as perdas somam 83%. ''Queremos que o governo nos apresente um plano, uma proposta para avaliarmos. A categoria está insatisfeita'', disse Marlei Fernandes, do comando da APP. Segundo a assessoria de imprensa da secretaria, a posição do governo é negociar.
Os salários dos professores da rede estadual variam bastante, dependendo basicamente dos títulos conquistados e tempo lecionando. De acordo com o departamento de Recursos Humanos da secretaria, um professor com licenciatura plena, recém-nomeado, recebe por mês R$ 385,04 (considerando carga de 20 horas por semana). Para um professor com com pós-graduação (pode ser especialização, mestrado ou doutorado), o salário é de R$ 721,26. A cada cinco anos, há um reajuste previsto de 5%, segundo o governo. A APP estima em 70 mil o número de professores na ativa.


