Professores pedem volta do 'normal'
Maigue Gueths
De Curitiba
Professores e pedagogos de todo o Estado, integrantes do Fórum em Defesa da Escola Pública, querem o retorno, a partir do próximo ano, dos cursos de formação de professores no 2º grau, conhecidos como magistério ou normal, nas escolas estaduais. O assunto foi debatido ontem em seminário promovido pelo fórum, que reuniu mais de 100 representantes da categoria. Além da volta dos cursos de magistério, os profissionais debateram também a reformulação da proposta curricular do curso, de acordo com a legislação.
Há três anos, os cursos profissionalizantes de 2º grau e, entre eles, o curso do magistério, foram eliminados pela reforma do ensino médio. No Paraná, o programa recebeu o nome de Proem. No caso da formação de professores, a intenção do governo estadual era acabar com o curso a nível médio e exigir, daqui para frente, a contratação apenas de professores graduados em curso superior ou com cursos pós-médio.
O Conselho Nacional de Educação, ligado ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), entretanto, emitiu parecer regulamentando o curso normal, adotando modelo semelhante ao que era utilizado no Paraná. O parecer desconhece os cursos pós-médio e determina que a atividade de professor deve ser exercida por quem fez o ensino médio profissionalizante ou superior. Diante dessa decisão, o fórum passou a fazer campanha pela volta do curso normal nas escolas públicas.
O ideal seria que todos os professores, da educação infantil ao ensino médio, tivessem nível superior. Mas em um País, como o Brasil, onde há grande quantidade de professores leigos, sem nenhum formação, essa obrigatoriedade simplesmente inviabilizaria a escola em muitos lugares, diz a professora Rose Meri Trojan, coordenadora do fórum. No Paraná, segundo ela, há milhares de professores leigos. Se aqui no litoral, que está do lado da capital, trabalham mais de 35 leigos, como é que vamos exigir que isso seja diferente em outros lugares?, questiona.





