Professores pedem melhores salários
Luciana Pombo
De Curitiba
Problemas salariais, mudança de estrutura na atual grade dos supletivos complementares, atendimento médico adequado nos hospitais conveniados ao Instituto de Previdência do Estado (IPE), renovação do atual plano de cargos e salários dos professores da rede estadual de ensino. Estas foram algumas das reivindicações discutidas durante a manhã de ontem, por representantes da Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato) e das secretarias de Estado da Administração e Educação. Segundo o presidente da APP, Romeu Miranda, a conversa foi sincera e produtiva. Acho que o mais importante é que conseguimos transpor barreiras e abrir caminhos para a discussão, afirmou.
Entre as vitórias conquistadas, estão a definição de um prazo de 15 dias para a elaboração de um cronograma de pagamento das parcelas em atraso do IPE para o atendimento de pacientes pelos hospitais conveniados e a criação de uma comissão para debater o plano de cargos e salários com a secretaria da Educação e com a Assembléia Legislativa. A secretária da Administração, Maria Elisa Paciornick, se comprometeu a analisar os casos de cerca de mil professores que tiveram avanço de carreira, mas não foram promovidos. Estamos tratando esta questão com um absoluto respeito, queremos viabilizar tudo o que for possível. A educação é prioridade neste Governo, destacou.
Segundo a secretária da Educação, Alcyone Saliba, o único problema que está prejudicando a atualização do plano de cargos e salários dos professores é a Lei Federal 096, de maio deste ano, que proíbe os estados que não se adequaram à Lei Camatta de fazer qualquer modificação salarial. O momento agora é de preservação de empregos, queremos pagar a folha. Este não é o momento mais adequado para avaliarmos salários, disse Maria Elisa.
O único ponto que ainda ficou pendente é o da grade para os cursos supletivos complementares. Alcyone Saliba disse que não irá se pronunciar sobre o assunto porque a questão está sub-júdice. Desde o ínicio do ano, os alunos estão estudando com uma grande reduzida de 2,6 mil para 1,6 mil horas aula. Os professores temem que isso gere desemprego para cerca de 7 mil pessoas.
Alcyone Saliba se prontificou a receber os professores para novas conversações em toda primeira quarta-feira de cada mês.





