Paulo Ubiratan
De Londrina
Professores das escolas particulares de Londrina estão reivindicando reajuste salarial e outros benefícios, em virtude das escolas, este ano, terem aumentado as mensalidades dos alunos. ‘‘Aumentaram as mensalidades na média de 12%, por isto estão capacitadas de atender as nossas reivindicações justas e necessárias, em virtude da defasagem de nossos salários’’, afirmou o presidente do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Londrina e Norte do Paraná (Sinpro), Eloir Martins Valença.
Ontem, ele e os diretores do Sinpro, Ricardo Prochet e Wilfrid Stenzel, reuniram-se com presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Norte do Paraná, Alderi Luiz Ferraresi. A entidade representa os proprietários das escolas, desde as pré-escolas até o ensino superior da região.
A reunião, na sede do Sinpro, durou menos de uma hora. ‘‘Não posso prometer nada hoje (ontem), pois estamos iniciando as conversações. Somente após me reunir em assembléia com os outros proprietários de escolas eu poderei trazer soluções para as reivindicações dos professores’’, disse Ferraresi.
Segundo Ricardo Prochet, a categoria espera que até a próxima semana o sindicato patronal volte a mais uma rodada de conversação, pois março é o mês da data-base dos professores que trabalham na rede privada. Ele enfatizou que a categoria há um ano não tem reposição salarial. ‘‘Somente em nossa região são quatro mil professores que esperam solução para o problema financeiro que estão passando’’, desabafou Ricardo Prochet.
Wilfrid Stenzel chamou a atenção que sem a valorização do professor automaticamente a qualidade do ensino cai. ‘‘O professor tem a obrigação de diariamente reciclar seus conhecimentos para manter o bom nível de aprendizado de seus alunos. Mas sem dinheiro até para comprar jornal isto se torna impossível’’, reclamou.
Entre os itens da pauta de reivindicação estão piso salarial de R$ 235,00; reajuste automático toda vez que inflação superar 5%; aumento real de 5% face o reajuste médio das mensalidades; vale-refeição; produtividade de 5% sobre o salário já reajustado; adicional de 70% ao salário normal para professor de ensino especial; plano saúde.
O Sindicato dos Professsores de Londrina (Sindiprol) informa que está sendo depositado hoje, nas contas bancárias dos docentes da Universidade Estadual de Londrina (UEL), os valores referentes a ação trabalhista ganha na Justiça contra o Estado. A ação foi movida em 1987 e no total são acerca de R$ 380 mil para 1.262 docentes. O Sidiprol também informou que está depositando os valores referentes a devolução do imposto de renda retido indevidamente pela UEL, no pagamento de um precatório em fevereiro de 1998. O total da devolução é de R$ 280 mil, que será dividido entre 1.113 professores.

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