Professores param por falta de salário
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terça-feira, 15 de junho de 2010
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Trezentos alunos de três creches de Londrina mantidas pela Associação Metodista de Assistência Social (Amas) ficarão sem aula por tempo indeterminado. Na manhã de ontem, professoras dos centros de educação infantil (CEI) Pastor Francisco Seixas, do Jardim União da Vitória (Zona Sul), Regina Barros, do Conjunto Violin, e Antonieta Trindade, do Conjunto Vivi Xavier, ambos na Zona Norte, declararam greve em decorrência do atraso no pagamento dos salários dos meses de abril e maio.
Joanaina Matos Padilha, professora do CEI Pastor Francisco Seixas, contou que em assembleia realizada dia 1º de junho, ficou acordado com a mantenedora que o salário seria pago até anteontem. ''Como não recebemos, decidimos paralisar as atividades.''
Segundo a professora, os pais foram avisados e por isso não houve procura pelo serviço. ''Eles estão chateados. Não queríamos deixá-los na mão, mas não dá para ficar sem receber.'' No início do ano as mesmas creches suspenderam o atendimento por um dia, pois não haviam recebido salário de dezembro do ano passado nem as férias. Ontem 19 professoras fizeram manifestação na creche Antonieta Trindade.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Londrina e Norte do Paraná (Sinpro), Diego Carvalho, a intenção é continuar a negociação com a mantenedora, que alegou não ter recursos pois não recebeu o repasse mensal da Prefeitura por não ter entregado uma documentação. Ele citou ainda que os professores do CEI Alaíde Fausto de Souza, da Vila Nova (Centro), pretendem abandonar a creche. ''Lá os professores não receberam todo o salário de dezembro e o pagamento de maio também está atrasado'', apontou.
A reportagem entrou em contato com a Amas, mas o presidente estaria em reunião. O prefeito Barbosa Neto disse ontem que o repasse para a creche não foi feito devido a problemas de documentação da mantenedora. (Eli Araujo)


