Curitiba - Professores e educadores da rede de ensino do Estado pararam ontem por 24 horas, em protesto por equiparação salarial, plano de carreira para educadores que estão no quadro geral, benefício saúde eficiente, carga de 40 horas e aposentadoria de diretores. As reinvidicações são parte da campanha salarial 2008 da categoria. Cerca de três mil profissionais caminharam pelas ruas da Capital parananense até o Palácio das Araucárias, sede do governo estadual.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP), cerca de 90% da rede aderiu ao movimento. Até o próximo dia 7, serão realizadas 29 assembléias regionais e dia 14, a estadual, em Curitiba. A partir desses encontros, pode ser deflagrada uma greve geral. ''Tudo vai depender do governador, nosso objetivo não é prejudicar e sim cobrar várias promessas de campanha que não foram cumpridas e são necessárias'', comenta o presidente da APP, José Rodrigues Lemos.
O salário inicial de um professor com ensino superior, para jornada de 40 horas, conquistada com dois concursos (para cada turno de 20 horas), é de R$ 1.557,18. Os demais servidores públicos que atuam em carreiras com a mesma escolaridade ganham R$ 2.157,73. A diferença de 38,57% é a principal briga da categoria. ''Estudos do sindicato e do Dieese, com dados do Estado, indicam que é possível o reajuste sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal'', aponta Lemos.
Entre as denúncias do sindicato estão o não-cumprimento de promessas de campanha de Roberto Requião (PMDB), de 2006. Lemos apresentou durante a passeata um documento assinado pelo governador, que se eleito, daria aos diretores e pedagogos o direito de aposentadoria especial. Apesar dos profissionais pagarem previdência, no momento da aposentadoria o período trabalhado na função é descontado. ''O governo não reconhece o diretor como professor e diz que por isso ele não tem direito. No entanto, para ser diretor, além de ser concursado é obrigatório ser professor'', analisa Lemos, lembrando que o plano de saúde não cobre muitos serviços e há uma enorme dificuldade para marcar consultas. Na opinião dele, o Sistema de Saúde do Servidor (SAS) é bom para hospitais que recebem R$ 7,6 milhões ao mês, atendendo ou não.
De acordo com a Secretaria Estadual de Educação (Seed), as exigências são de conhecimento do órgão. A assessoria de imprensa da Seed informou que o secretário Maurício Requião está surpreso com a paralisação porque os assuntos estão em andamento. Uma versão definitiva de um documento que pede o plano de carreira para educadores será emcaminhada em breve à Assembléia Legislativa.

mockup