Curitiba Professores da rede estadual de ensino fazem, a partir das 9 horas de hoje, em Curitiba, uma mobilização para lembrar o 30 de agosto de 1988, dia em que manifestação de um grupo de docentes foi reprimida com violência por policiais militares. O ato servirá, também, para reforçar a pauta de reivindicações da categoria que defende melhorias salariais e de condições de trabalho. A data foi instituída como ''Dia de Luto e de Luta dos Trabalhadores da Educação Pública do Paraná''.
A concentração dos professores será na Praça Santos Andrade, no Centro da Capital. De lá, o grupo segue em passeata até o Palácio Iguaçu, onde espera ser recebido por um representante do governo do Estado para apresentar a pauta de reivindicações.
O secretário de Imprensa do Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), Luiz Carlos Paixão da Rocha, lembrou que os docentes querem a equiparação salarial com as demais categorias de servidores públicos estaduais de nível superior e a implantação do plano de carreira para os funcionários das escolas. Dois projetos de lei contemplando essas propostas foram aprovados pela Assembléia Legislativa, em junho, mas foram vetados pelo governador Roberto Requião (PMDB). Os vetos foram, posteriormente, mantidos pelo Legislativo.
Outra reivindicação é a ampliação dos investimentos na área educacional. A APP-Sindicato sinaliza com a possibilidade de outras formas de mobilização, inclusive greve, caso não consiga avançar nas negociações com o governo.
A manifestação de hoje será acompanhada por dezenas de professores e funcionários de escolas de Londrina e região. Segundo o presidente do núcleo regional da APP-Sindicato, Nelson Antonio da Silva, as escolas de Londrina e outros 20 municípios estão sendo mobilizadas desde a semana passada.
A Secretaria de Estado da Educação informou, por meio da assessoria de imprensa, que a manifestação dos professores no dia 30 de agosto já é tradicional e que as reivindicações da categoria serão acompanhadas pela pasta. Sobre o plano de carreira para funcionários, a assessoria informou que a questão está sendo tratada pela Secretaria de Estado da Administração, pois dependeria da criação de cargo específico. (Colaborou Silvana Leão)

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