Professores ocupam prédio da secretaria
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sexta-feira, 09 de novembro de 2001
Andréa Lombardo<bR>De Curitiba 
Professores e servidores das universidades estaduais não ficaram satisfeitos com o ofício apresentado ontem pelo secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig. Como protesto, 26 membros do comando estadual de greve decidiram permanecer na sede da secretaria. Em princípio, os manifestantes afirmaram que só sairiam com uma proposta de reajuste salarial. Mas diante da ameaça de um mandado judicial, eles desocuparam o prédio por volta das 18h55, cinco minutos antes de encerrar o expediente.
Francis Mary Guimarães Nogueira, do comando de greve da Unioeste, disse que o protesto serviu para mostrar a intransigência do governo. Os grevistas esperavam que fosse anunciado, ontem, um índice de reajuste. Segundo ela, esse foi o compromisso assumido pelo secretário na rodada de negociação realizada na quarta-feira. ''O secretário está nos empurrando para manter a greve até a primeira semana de dezembro, colocando em cheque o ano letivo'', declarou.
Wahrhaftig deixou o prédio da secretaria por volta das 17h45 abaixo de vaias de um outro grupo de grevistas que ficaram no corredor que dá acesso ao gabinete. Mas antes de sair, o secretário deixou claro para os manifestantes que se não desocupassem a secretaria até o encerramento do expediente seria caracterizada invasão de prédio público e eles estariam sujeitos a processos administrativos e até demissão. Para Wahrhaftig, a manifestação num momento errado, pois as negociações estavam em andamento.
No documento entregue ontem aos sindicatos que representam professores e servidores, o secretário expõe esclarecimentos sobre cinco itens da pauta de reivindicações: reposição salarial; revisão e regulamentação da carreira dos técnico-administrativos; regularização dos cargos docentes e técnico-administrativos, abertura de concurso público e regularização das aposentadorias.
Segundo Francis, professores e servidores só retornarão ao trabalho depois que o governo anunciar o índice para repor as perdas salariais dos últimos seis anos. No ofício, o secretário alega que a definição desse índice depende de negociações com representantes do legislativo. As demais reivindicações, segundo o documento, estão sendo encaminhadas.


