Professores não aceitam proposta e mantêm greve
Professores não aceitam
proposta e mantêm greve
Israel Reinstein
Os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) rejeitaram ontem, em assembléia, a proposta do Ministério da Educação e Desporto que estabelece gratificação diferenciada para os professores ativos e inativos. Segundo os professores, a oferta do MEC não é suficiente para fazer com que eles retornem às aulas, porque o que foi apresentado não difere muito da proposta inicial que deflagrou a paralisação.
A tesoureira geral da Associação dos Professores da UFPR (APUFPR), Denise Maria Maia, disse que os docentes não querem apenas uma gratificação do governo federal, mas reajuste salarial. As gratificações podem ser retiradas da mesma forma que foram apresentadas, justificou. Por isso, os professores estão discutindo contra-propostas, que serão enviadas ao Comando Nacional de Greve para serem discutidas com o ministério. Entre elas estão reajuste linear e aumentos diferenciados por categoria. A intenção é criar uma proposta que proporcione oportunidades para que o professor possa desempenhar suas funções - ensino, pesquisa e extensão, afirmou.
Banco de Greve - Denise contou que por causa do corte dos salários têm professores buscando outras fontes de renda para pagar suas contas. Para evitar que os professores recorram a agiotas, a Associação dos Professores criou um banco de financiamento aos professores, em especial os de dedicação exclusiva. Atualmente, já foram financiados 50 professores, que receberam até R$ 1 mil como empréstimo.
Denise explicou que a associação privilegia o professor de dedicação exclusiva. Por que ele não pode ter outra fonte de renda, disse. O empréstino atende até 75% do salário líquido ou R$ 1.000. Quem capta os nossos recursos não paga juros, deixando apenas um cheque caução, a ser descontado quando o governo reestabelecer o pagamento do salário, explica. Os recursos vem do Banestado, através de um fundo da Universidade Federal.





