Professores municipais protestam em Curitiba
Michele Muller
De Curitiba
O Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) organizou ontem à tarde um protesto em frente à prefeitura. Os manifestantes exigiam a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS), que em tese permite a ascenção profissional. Enquanto a manifestação acontecia, o secretário municipal de Educação, Paulo Schmidt, reuniu-se com alguns representantes do Sismmac na Secretaria de Obras Públicas para discutir o plano.
Nossa idéia era apresentar uma contra-proposta, mas a manifestação atrapalhou a negociação. Nós já havíamos combinado que não era necessário um confronto imediato, diz o secretário. Segundo ele, o plano como foi sugerido é inviável por dois motivos. Primeiro pelo impacto financeiro e segundo porque não foram definidos os benefícios que os alunos teriam com a criação do PCCS.
A proposta já havia sido apresentada ao prefeito Cássio Taniguchi há dois anos e os sindicalistas dizem não ter recebido até hoje uma resposta da Secretaria de Educação. O coordenador político do sindicato, Douglas Danilo Dittrich, reclama da falta de incentivo que os professores recebem para construir uma carreira. Ele conta que antes da gestão de Taniguchi havia uma avaliação de desempenho que permitia um aumento de salário conforme a progressão dos profissionais.
No entanto, esse aumento não era significativo, pois o salário incial da categoria só poderia sofrer o primeiro acréscimo, de R$ 7,00, depois de sete avaliações. Hoje nem isso nós ganhamos. A última avaliação foi em 97 e a prefeitura não pagou a diferença a ninguém, diz Douglas.
Os protestantes também reivindicaram reajuste salarial. O piso dos professores municipais está em R$ 402,00. Mesmo levando em conta o últino reajuste salarial, em 97, houve uma perda histórica de 15%.
Para participar do protesto, os profissionais precisaram deixar o trabalho no meio da tarde. O manifesto começou às 16 horas, e às 15 horas as crianças de 50 escolas já estavam liberadas, fato que provocou uma certa irritação na prefeitura. De acordo com Douglas, os núcleos da secretaria entraram em contato com os colégios ameaçando os professores a responder processo administrativo. Nós vamos repor essas aulas desde que haja uma negociação com a prefeitura, afirmou o sindicalista.





