A greve dos professores das escolas estaduais não vai sofrer nenhuma alteração com as medidas anunciadas ontem pela Secretaria de Educação. Segundo o presidente do Sindicato dos Professores (APP/Sindicato), Romeu Miranda, a greve, que começou dia 20, continua. Os quatro professores e três funcionários também vão persistir com a greve de fome, iniciada na última terça-feira.
Apesar dos servidores não terem aceito as respostas do governo estadual para voltar ao trabalho, a Secretaria de Educação vai iniciar, de imediato, a implementação das propostas apresentadas à categoria. A única vantagem, segundo Miranda, é o retorno dos avanços diagonal e vertical, que beneficiam 12,4 mil professores com ganhos salariais.
Dos oito servidores – cinco professores e três funcionários – que aderirem à greve de fome, a professora Deolinda Regina Plácido Casado, 41 anos, teve que abandonar o movimento. Apresentando fortes dores estomacais, por causa de um antigo problema de gastrite e pressão alta, o médico Cesar Nazar, que acompanha os grevistas, recomendou que abandonasse o jejum. No mesmo dia, ela seguiu para sua cidade de origem, em Cascavel. Segundo avaliação médica, os demais estão em boas condições e continuam a receber hidratante oral.

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