Professores fazem protesto por salários e ameaçam fazer greve
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quinta-feira, 15 de outubro de 1998
Anna Camanducaia 
Professores municipais aproveitaram o dia de ontem (Dia do Professor) para protestar contra a falta de negociação com a Prefeitura Municipal de Curitiba. A categoria vem discutindo os reajustes e a definição do plano de cargos e salários com a administração desde fevereiro, mas ainda não teve resposta.
Representantes de escolas e do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) se reuniram às 15 horas na Boca Maldita. Não temos nada para comemorar neste dia, queremos reivindicar nossos direitos, disse a primeira secretária do Sismmac, Marita Vieira.
Os professores municipais querem o pagamento das perdas dos últimos 12 meses (4,48%) e a progressão funcional (3%). Também exigem o pagamento imediato das dívidas que existiriam entre a Prefeitura e o Instituto de Previdência Municipal de Curitiba (IPMC). Segundo Marita, a dívida seria de R$ 100 milhões. Todo mês, há desconto de 8,8% no nosso salário por causa do IPMC e a Prefeitura não está repassando esse dinheiro, disse.
No Plano de Cargos, Carreiras e Salários, os professores querem pagamento pela habilitação e não pela função que exercem. A proposta é de que o piso inicial seja de R$ 574,00 e aumente conforme a habilitação. O Sismmac também defende a valorização profissional no caso de participação em cursos ligados à Educação, com duração mínima de 12 horas.
Na reunião entre professores e Prefeitura, no dia 6 de outubro, o prefeito Cassio Taniguchi disse que o plano sugerido pelo Sismmac é inviável porque dobraria a folha de pagamento. A Prefeitura se comprometeu a apresentar uma contraproposta à classe.
Segundo Marita, os professores municipais vêm tentando negociar com a Prefeitura há cerca de oito meses. As manifestações começaram no dia 1º de julho, quando os professores se reuniram em frente à Secretaria Municipal da Educação. No dia 30 de setembro, fizeram um ato na Prefeitura Municipal de Curitiba. Depois do ato do Dia do Professor, a categoria tem assembléia marcada para o dia 29 de outubro, juntamente com representantes do sindicato dos servidores públicos, para programar a continuidade do movimento. A possibilidade de greve não está descartada, segundo os professores.Marcelo AlmeidaProfessoras instalam painel na Boca Maldita, reclamando da falta de negociação com a Prefeitura de Curitiba. O texto do cartaz diz que nada há a comemorar no Dia do ProfessorOs professores também
exigem o pagamento
imediato das dívidas
da Prefeitura com IPMC


