Curitiba Depois de cinco dias de caminhada e algumas bolhas nos pés, professores e funcionários da rede estadual de ensino chegaram ontem a Curitiba, onde acompanham hoje a votação de dois projetos de lei de interesse da categoria, na Assembléia Legislativa. Antes disso, os manifestantes se reúnem a caravanas vindas do Interior do Estado, em frente à Catedral Metropolitana, e de lá partem em passeata até o Palácio Iguaçu, onde devem chegar por volta das 12h30.
Os cerca de 90 participantes da 3 Marcha pela Educação chegaram em Curitiba no final da tarde de ontem, depois de percorrerem aproximadamente 120 quilômetros. Eles saíram de Ponta Grossa na última quinta-feira e ontem passaram a noite acampados na Igreja do Orleans, bairro da região Oeste da Capital. Também ontem, pela manhã, na BR-277, em Campo Largo (Região Metropolitana), eles participaram de um ato no monumento Antônio Tavares, sem-terra morto em 2000 em confronto com a polícia.
Segundo a coordenadora de política do Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), Marlei Fernandes, não houve nenhum contratempo durante o percurso. A caminhada começava logo cedo, por volta das 6h30, e os participantes percorriam cerca de quatro quilômetros por hora. As noites, contou Marlei, foram bastante frias, mas nada que atrapalhasse o ânimo dos marchantes.
Hoje, os professores e funcionários acompanham a votação do projeto que institui plano de carreira para os funcionários das escolas da rede estadual, conquista já obtida pelos docentes. O outro projeto propõe a equiparação do salário inicial dos professores com as demais categorias de nível superior do Estado, reajuste que se aproxima de 56,94%. De acordo com Marlei, atualmente, o salário inicial dos docentes é R$ 1.030,00 para 40 horas semanais e dos servidores, R$ 2.088,00.

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