Curitiba Os professores e servidores do ensino público do Estado paralisaram ontem as atividades e fizeram uma manifestação pela manhã, que saiu da Praça Santos Andrade e se dirigiu ao Palácio Iguaçu, em Curitiba. A APP-Sindicato estima que cerca de 70% das escolas públicas estaduais tenham parado as atividades.
Segundo a secretária educacional da APP-Sindicato, Marley Fernandes, a manifestação reuniu cerca de três mil pessoas de todo o Estado. As principais reivindicações são o reajuste salarial de 91%, uma vez que os professores não aceitam o abono salarial oferecido pelo governo; a reforma da previdência de modo a não acarretar perdas aos trabalhadores do setor da educação; melhorias no Ipê Saúde; e a formulação de um plano de carreira e de uma nova tabela salarial.
Os manifestantes foram recebidos pelo governador em exercício, Orlando Pessuti, e pelo secretário de Educação, Maurício Requião.
Em Londrina, as principais escolas estaduais ficaram praticamente vazias. No Colégio Estadual Professor Vicente Rijo, área central, alguns professores compareceram, mas nenhuma aluno foi à aula. Já no Instituto de Educação Estadual de Londrina (IEEL), cerca de 95% dos professores aderiram ao protesto e somente os funcionários da limpeza e da parte administrativa trabalharam.
De acordo com o diretor da Escola Estadual Hugo Simas, Alceu Albuquerque, somente a tuma do primeiro ano teve aula. Ele acredita que os alunos não serão prejudicados pois, provavelmente, o dia letivo será reposto para que o calendário seja cumprido. Mas, na opinião do chefe do Núcleo Regional de Educação, Rony dos Santos Alves, qualquer tipo de reposição é precária. ''A reposição não tem a mesma vitalidade da aula corrente, o que prejudica o aprendizado'', argumentou.

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