O anúncio da liberação de R$ 7,7 milhões para a área da educação, feito anteontem pelo governo do Estado, não mudou a postura de professores e funcionários das escolas estaduais, que fazem hoje, às 9 horas, um protesto em frente a Secretaria da Fazenda. Os funcionários públicos pedem o pagamento imediato do abono de férias e de projetos como o Vale-Saber, Vale-Ensinar e Proem. Os recursos, segundo a assessoria do governo, foram liberados exatamente para esses projetos, à exceção do abono de férias, cuja discussão voltaria à pauta depois do carnaval.
A AAP-Sindicato, entidade que representa os professores da rede estadual, tentou marcar uma reunião com o secretário da Fazenda, Giovani Gionedis, mas dificilmente será recebida. Conforme a assessoria do governo, Gionedes irá participar de uma reunião do Conselho de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado (Crafe), às 8 horas.
Para o diretor de imprensa da APP-Sindicato, José Lemos, o governo tem usado a crise econômica para não honrar seus compromissos com a classe. ‘‘Se a gente deixar, daqui a pouco não vão pagar nem os salários’’, disse. Conforme Lemos, os professores significam 67% dos funcionários estaduais, mas somente 23% da folha de pagamento. ‘‘Enquanto isso, os 10% mais bem pagos, geralmente cargos de confiança, consomem mais de 50% da folha.’’
O protesto deve ocorrer nas cidades onde existe escritórios da APP. Em Ponta Grossa, a previsão é de que cerca de 500 pessoas participem da manifestação, que acontece em frente ao Núcleo Regional de Educação, no centro da cidade, e terá a presença de professores de outros municípios dos Campos Gerais.

mockup