Professores fazem dia de protesto no PR
Giovani Ferreira
De Curitiba
Professores e funcionários da rede estadual de ensino realizam hoje um dia de greve em protesto à política educacional do governo. A Associação de Professores do Paraná (APP-Sindicato) aposta numa adesão maciça, com uma participação entre 90% e 100% da categoria. Por outro lado, a Secretaria de Estado da Educação não acredita em uma grande mobilização, esperando que a minoria dos servidores participe do manifesto.
A secretária da Educação, Alcyone Saliba, disse ontem que trata-se de um movimento político, realizado em ano eleitoral e coordenado por um grupo radical de alguns sindicatos com o apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Tem um propósito político, que precisa ser separado das questões reais da educação, esclareceu a secretária. Na avaliação da secretária, não se pode dar uma solução técnica para um problema política.
Miguel Baez, diretor da APP, discorda do entendimento da secretária, entendendo que a própria adesão da categoria irá mostrar que não trata-se de um movimento radical, organizado por um pequeno grupo de descontentes. O servidor está sentindo-se desvalorizado e a insatisfação é generalizada, afirmou Miguel. Segundo o sindicalista, professores e funcionários estão unidos, não havendo nada de radicalismo no movimento.
Entre as principais reivindicações dos servidores está a implantação do benefício da hora-atividade, o vale-transporte e a aprovação do Plano de Cargos, Salários e Carreira. Alcyone Saliba disse que considera legítimo alguns dos pleitos, principalmente o da hora-atividade. Na expectativa de tornar isso realidade até o final da atual gestão, ela explicou que no momento existem limitações de ordem legal e financeira.
Sobre o vale-transporte o probelma é parecido. Apesar de existir um projeto contemplando os funcionários (não os professores) com o vale-transporte, a secretaria continua esbarrando na questão financeira, alegando que o governo não tem dinheiro. Com relação ao plano de cargos e salários, a secretária lembra que o Estado já possui o Estatuto do Magistério, que em tese é a mesma coisa, mas que precisa de algumas atualizações.
Conforme expectativa da APP, o movimento será uniforme em todo o Estado, devendo ser mais representativo em cidades onde existem os núcleos regionais da Secretaria da Educação.





