Professores fazem curso de primeiros socorros
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sexta-feira, 04 de abril de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - O professor de Educação Física Tiago Chamlet, de 31 anos, trabalha na Escola Muncipal Carlos Zewe Coimbra, em Londrina, onde já socorreu uma aluna que engasgou e parou de respirar. Ele aplicou uma técnica denominada manobra de Heimlich, para desobstrução das vias aéreas, que havia aprendido durante o curso na faculdade. O caso citado por Chamlet mostra a importância dos docentes saberem como agir em situações de emergência. Ontem, professores de Educação Física da rede municipal participaram de um curso de primeiros socorros e combate a incêndio, realizado no Quartel do Corpo de Bombeiros.
Chamlet foi um dos participantes do treinamento, que ele achou importante como reciclagem. Ele também foi um dos voluntários para apresentar na prática o que havia aprendido em sala de aula. Ele simulou, em um boneco, uma massagem cardiorrespiratória, aplicando as técnicas ensinadas ontem. "Enquanto caminhava até o boneco, fui me lembrando do que tinha que fazer", observou.
O sargento do Corpo de Bombeiros, Ricardo de Souza Vicente, que ministrou o curso, informou que trabalhou 14 anos no Siate. Durante esse período atendeu vários casos de alunos que se machucaram na escola. "Se o professor não realizar um atendimento adequado, pode resultar em um quadro de latrogenia, ou seja, complicações causadas por ou resultantes do tratamento médico", relatou.
"Eu acho importante fazer esse tipo de curso, pois em uma situação de emergência a gente pode aplicar essas técnicas", destacou a professora Regiane Fumagali, de 27 anos, que trabalha na Escola Municipal Cecília Hermínia.
Para quem imagina que esse tipo de situação é raro, a professora Renivani Mendes Mendonça, de 44 anos, contou que já atendeu mais de uma dezena de casos em que foi necessária a aplicação de alguma técnica de primeiros socorros. "Alguns casos foram mais graves. É por este motivo que a gente orienta os alunos a jogar fora balas e chicletes antes da aula, para evitar qualquer tipo de engasgamento", exemplificou. Ela conta que em situações mais sérias, os alunos foram encaminhados a uma Unidade Básica de Saúde e os pais são chamados.
A professora da Escola Municipal Miguel Bespalhok, Maria Ester Zanutto, de 50 anos, disse que em 25 anos de Magistério nunca precisou aplicar alguma técnica. "Mesmo assim é bom estar atualizada; se for preciso, é necessário estar preparada", destacou.


