Luciana Pombo
De Curitiba
A Associação dos Professores do Paraná (APP–Sindicato) está organizando para segunda-feira, uma manifestação em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba, para pedir reajuste salarial de 30%, melhoria das condições de trabalho nas escolas públicas estaduais, pagamento das dívidas com hospitais para atendimento dos servidores públicos e mudanças na atual grade curricular do supletivo seriado. Os professores irão se reunir às 9 horas, na Praça Santos Andrade, e seguir em passeata até o Centro Cívico. A previsão é a de reunir cerca de 10 mil dos 50 mil professores do Estado no protesto.
Segundo o presidente da APP-Sindicato, Romeu Miranda, o piso salarial de um professor, em início de carreira, é de R$ 146,00. ‘‘A situação é angustiante. Não temos reajuste desde 1995, enquanto a luz e a água já subiram’’, disse ele. Outro problema destacado por Miranda, é a falta de estrutura das escolas, principalmente os prédios históricos. Ele citou como exemplo a situação vivida pelos alunos e professores do Instituto de Educação Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá, que foi interditado. ‘‘Os alunos estão tendo que ter aulas, muitas vezes, em praça pública’’, denunciou.
A manifestação ainda irá lembrar o incidente ocorrido no dia 30 de agosto de 1988, quando os professores que faziam protesto em frente ao Palácio Iguaçu, foram recepcionados pela cavalaria da Polícia Militar com bombas de gás lacrimogêneo. ‘‘Temos tradição e história, vamos lembrar o desrespeito do governo Álvaro Dias com os professores e pedir diálogo com o atual governo’’, afirmou.
Miranda disse que teme a demissão de cerca de 7 mil professores com a redução de 2,6 mil para 1,6 mil horas aula nos cursos de supletivo seriado com estudos complementares, em vigor desde o início deste ano. ‘‘Os professores podem ser demitidos e os alunos estão sendo prejudicados com menos conhecimentos adquiridos’’, alegou.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação informou ontem que a grade do curso supletivo foi alterada, mas todo o conteúdo proposto foi mantido. Quanto ao reajuste salarial solicitado pelos professores, a assessoria alegou que este não é o momento, por causa das dificuldades econômicas sofridas pelo Estado. O enfoque, segundo a assessoria, é a manutenção dos empregos.A APP-Sindicato convoca os professores para uma manifestação em frente ao Palácio Iguaçu, na segunda-feira
Arquivo FolhaAumentoO presidente da APP-Sindicato, professor Romeu Miranda, explica que os professores querem reajuste de 30% e melhorias nas escolas

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