Segundo Inez Almeida, presidente do Sindicato dos Professores de Londrina e região (Sindiprol), em dezembro, o grupo de trabalho formado pelas secretarias estaduais de Ciência e Tecnologia, Administração e Planejamento finalizou a proposta de aumento salarial elaborada em parceria com os docentes. Na época, ficou combinado que os secretários levariam a proposta ao governador Roberto Requião e que apresentariam uma resposta aos trabalhadores até o dia 29 de fevereiro.
''Sei que a proposta ainda não chegou ao governador. Vamos esperar até a próxima sexta por uma resposta, mas estamos no limite'', afirmou Inez, informando que uma nova assembléia dos professores foi marcada para o próximo dia 12 de março, envolvendo todas as universidades do Estado. A idéia de greve não está descartada, mas não deve acontecer agora.
''A questão salarial envolve outras questões, como a da qualidade de ensino'', defendeu a presidente do Sindiprol. Para ela, os baixos salários têm incentivado a saída dos professores das universidades públicas. ''Falta professor e os que estão iniciando a vida acadêmica se sujeitam a ganhar até R$ 400 por mês, mas assim que têm a oportunidade de mudar, não pensam duas vezes em sair da UEL'', completou.
Conforme Inez Almeida, nos últimos cinco anos cerca de 1,2 mil dos 1,6 mil professores da UEL entraram e saíram da universidade em busca de melhores condições de trabalho. Ela pede um aumento de R$ 1.023 para R$ 2.088 na remuneração básica do professor paranaense. (M.G.)

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