Professores estaduais param por melhores condições de trabalho
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
Mariana Guerin/ Redação FolhaWeb 
Pelo menos 500 pessoas, entre professores e funcionários de escolas estaduais de Londrina, estão reunidos na manhã de hoje (30) no Calçadão, em frente ao Cine Teatro Outro Verde, em ato público por melhorias nas condições de trabalho e equiparação salarial da categoria. A mobilização acontece também em outras cidades do Estado e na Capital, quando, à tarde, uma caranava de professores se dirigirá até a Assembleia Legislativa para pressionar a votação da equiparação do piso salarial estadual com o piso nacional. Hoje, o piso da categoria no Paraná é 3% menor que o valor nacional.
Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) em Londrina, Antônio Marcos Rodrigues Gonçalves, a pauta de reivindicações conta com 37 itens, sendo que o destaque está para a reformulação no sistema de atendimento à saúde do servidor, diminuição do número de alunos por sala de aula, aumento do número de horas-atividade, para preparação de material didático e atendimento à comunidade pelos professores, além do pagamento da primeira parcela da equiparação salarial.
"Ficou acertado que o governo estadual pagará os valores retroativos pendentes desde o ano passado em setembro. Além disso, a pauta da equiparação salarial está bem adiantada na Assembleia, já que o governador enviou uma mensagem aos deputados para votar a questão rapidamente", comentou Gonçalves, informando que a mobilização da categoria começou há três semanas, e que ficou combinado que os professores avisariam os alunos para não comparecerem às escolas. Na região de Londrina existem hoje 140 escolas estaduais e cerca de 10 mil estudantes, que ficarão sem aula nos dois períodos.
Gonçalves relembrou o 30 de agosto de 1988, quando os professores estaduais foram às ruas numa passeata histórica e foram reprimidos com violência pelo então governador Álvaro Dias. "Nossa pauta de reivindicações é antiga mas já não somos mais recebidos com violência e sim com respeito durante as negociações."


