Arquivo FolhaAçãoMiranda acusa governo de protelar decisões para desmobilizar servidoresEstá marcado para hoje o início da greve dos professores da rede pública estadual. A APP-Sindicato espera uma boa adesão, principalmente nas maiores cidades, mas a Secretaria da Educação considera a greve política e não acredita no sucesso do movimento.
A rede pública estadual tem cerca de 55 mil professores, que pedem 257% de reajuste para repor as perdas acumuladas nos dois últimos governos. De imediato, a categoria reivindica pelo menos os 35% que afirma ter perdido desde que Jaime Lerner assumiu. Além disso, os professores querem o direito à hora-atividade, que significa a destinação de 20% da carga horária para preparo de aulas e correção de provas, e ainda a regularização dos repasses de recursos para o Instituto de Previdência do Estado.
O secretário da Educação, Ramiro Wahrhaftig, afirma que não há dinheiro em caixa para atender as reivindicações agora. Segundo ele, não há motivo para a greve, porque os professores foram ‘‘a categoria mais beneficiada neste governo’’. ‘‘O salário médio, para 20 horas semanais de trabalho, passou de R$ 281,00 em outubro de 1994 para R$ 610,00 agora’’, disse.
Segundo o secretário, os professores que aderirem à greve terão as faltas descontadas do salário. ‘‘A greve é irresponsável, inoportuna e motivada por objetivos político-partidários’’, afirmou.
Na última terça-feira, o governo propôs a formação de um grupo de trabalho para estudar as reivindicações, mas a medida foi mal recebida pelo presidente da APP-Sindicato, Romeu Gomes de Miranda. ‘‘Isso é uma forma de protelar as decisões, desmobilizando os servidores’’, disse. Amanhã cedo, os professores fazem assembléia no Colégio Estadual do Paraná, para avaliar o primeiro dia da greve e decidir se ela continua.
BancáriosFuncionários da Caixa Econômica Federal prometem atrasar em uma hora, hoje, a abertura das agências em todo o país. Eles estão sem reajuste salarial há dois anos.
Também os funcionários dos demais bancos estão em campanha salarial, por um reajuste de 22,8%. Ontem à noite, eles discutiram em Curitiba a proposta dos banqueiros, que oferecem 4%. Hoje, acontece uma assembléia dos funcionários do Banestado.

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