Os 51 professores da Fundação Faculdade de Agronomia Luiz Meneghel (FFALM), de Bandeirantes (37 quilômetros a leste de Cornélio Procópio), entraram em greve no final da tarde de anteontem por tempo indeterminado. Eles querem o acerto de quatro folhas de pagamento atrasadas. A dívida está em torno de R$ 500 mil.
‘‘Em reunião, na segunda-feira, decidimos que a paralisação é a única forma para não continuarmos trabalhando de graça’’, disse o professor do departamento de fitotecnia José Celso Martins. Segundo ele, os pagamentos vêm sofrendo atrasos desde maio de 1998. ‘‘De novembro para cá, não recebemos mais nada, inclusive o 13º e 1/3 de férias’’, disse o professor.
O diretor da FFALM, Luiz Carlos Reis, não foi encontrado pela Folha ontem. Ele esteve reunido com os professores ontem à tarde e pediu que eles retomassem as atividades e aguardassem os próximos 15 dias para que a situação seja regularizada.
‘‘Não aceitamos a proposta porque queremos receber salário agora. Se em quase um ano eles não tiveram tempo para buscar recursos, não vai ser em 15 dias que vão conseguir’’, acrescentou José Celso Martins.
Cerca de 100 funcionários devem aderir ao movimento dos professores. Ontem à tarde, os estudantes se reuniram em assembléia e manifestaram apoio aos grevistas. Hoje, eles programaram uma passeata pelas ruas da cidade para sensibilizar a população. A FFALM tem 500 alunos. É uma fundação municipal, mantida por mensalidades dos alunos.Carlos AlmeidaSem acordoAssembléia de professores da Faculdade de Agronomia Luiz Meneghel, em Bandeirantes: paralisação das atividades depois de quatro meses sem receberLuciane Tonon

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