Professores e governo divergem sobre plano
Especial para a Folha
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Paraná (APP-Sindicato) começou ontem a discutir com o governo do Estado o Plano de Desenvolvimento de Pessoal da Educação - Pladepe. Em reunião na Secretaria da Educação, representantes dos professores abordaram com o secretário Ramiro Wahrhaftig a parte do plano que se refere ao ingresso e calendário dos professores. Wahrhaftig propôs a admissão de novos professores e funcionários sob o regime jurídico, conforme emenda constitucional nº 19. Os professores e funcionários que já estão em atividade continuariam sob regime estatutário. Não existe intenção de acabar com o regime estatutário para os funcionários e professores que já trabalham, mas manteremos os dois regimes, disse o secretário.
A proposta não agradou o presidente do sindicato, Romeu Gomes de Miranda. Seria condenar à morte os aposentados e estatutários, disse. Miranda ameaçou com uma greve descomunal caso prevaleça a tese do secretário da Educação. Para discutir o restante do plano, foi marcada uma nova reunião para o dia 30 deste mês, na qual deverá ser apresentado o projeto global do Pladepe.
Outro ponto polêmico foi a criação do concurso por escolas, o que, segundo o presidente do sindicato, não oferece garantias de carreira para os professores. Para Ramiro Wahrhaftig, haverá vinculação dos professores às escolas onde prestaram concurso, aumentando sua participação junto à comunidade em torno da escola. Wahrhaftig também se mostrou insatisfeito com o resultado da reunião. Infelizmente, tenho que admitir que a reunião poderia ser mais proveitosa, pois a intenção da Secretaria é participar de um processo de construção junto com os professores, disse.
No encontro de 30 de outubro será discutido o restante do plano: carreira, avaliação de desempenho, remuneração, incentivos, aprimoramento, ambiente e condições de trabalho dos professores. Depois de aprovado, o projeto será encaminhado à Assembléia Legislativa em 12 de novembro.





