Professores e alunos exigem mais segurança
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segunda-feira, 30 de junho de 2003
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Cerca de 200 pessoas, entre estudantes, professores e funcionários do Colégio Estadual Professora Ubedulha Correa de Oliveira (zona norte de Londrina) realizaram ontem de manhã uma manifestação em frente ao 5º Distrito Policial para pedir mais segurança. Na madrugada de sábado, o colégio foi alvo de assalto e depredação. Esta foi a terceira vez que o colégio sofreu uma invasão só no mês de junho.
O movimento foi organizado pelo diretor do colégio, Willis Poli. ''Como vamos trabalhar num lugar em que não temos segurança?'', questionou. Os ladrões arrombaram a janela de uma das salas vizinhas à diretoria e entraram no prédio com o auxílio de uma escada.
Segundo o vice-diretor Claudinei Ferreira do Nascimento, o prejuízo estimado é de R$ 5 mil, já que os ladrões levaram quatro computadores, um aparelho de fax, um CD player, três impressoras e duas TVs. ''Pior que o roubo foi o vandalismo. A diretoria e a secretaria ficaram de pernas para o ar e a sala dos professores ficou coberta pelo conteúdo de um extintor de incêndio'', explicou Nascimento.
Outra perda importante foi a dos cadastros dos alunos, que foram levados junto aos computadores. Nascimento afirma que a escola possui back-up de alguns arquivos, mas não tem certeza se todos os cadastros serão recuperados.
No início do mês, os holofotes da quadra de esportes foram roubados, prejudicando as aulas de educação física dos alunos que frequentam o período noturno. Além disso, há cerca de duas semanas, dois vídeo-cassetes também foram roubados.
O colégio possui cerca de 1.700 alunos e é o segundo maior na zona norte da cidade. O portão permanece trancado com cadeado e é controlado por um porteiro, que não permite a saída de alunos nos intervalos das aulas. De acordo com Nascimento, o colégio já requisitou ajuda do governo para a questão da segurança, mas até agora não obteve resposta.
''Pedimos a construção de um muro ao redor da escola e até agora, nada. Por lei, não podemos contratar vigias, por isso, instalamos um alarme por nossa conta. Mas mesmo assim, os ladrões driblaram o alarme e entraram no colégio'', disse, revoltado o vice-diretor.
''Estamos realizando uma gestão junto ao governo do Estado para a construção, em curto espaço de tempo, de casas onde os caseiros poderão se estabelecer. Entretanto, este é um assunto que deve ser tratado, em conjunto, pela sociedade e instituições públicas'', alegou Marlene de Mello, assistente do Núcleo Regional de Educação.
Pais de alunos e professores não quiseram dar entrevistas, por medo de represálias. Uma mulher, que não quis identificar-se, afirmou estar preocupada com a segurança de seu filho na escola. ''Estes roubos prejudicam o trabalho dos professores, além disso, tenho medo de que novos arrombamentos possam acontecer enquanto as crianças estiverem dentro da escola'', disse. (Colaborou Thiago Mossini)


