Silvana Leão
De Londrina
O Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Londrina e Norte do Paraná (Simpro), está apoiando a iniciativa dos professores do Colégio São Paulo, que estão se organizando na busca por uma alternativa para evitar o fechamento da escola. As edificações onde funciona o colégio podem ser demolidas em breve, para construção de um shopping center, unidades habitacionais e um estacionamento. A atual proprietária do terreno é a Construtora Quadra, que o adquiriu em 1997, da Sociedade FA DI Bruno, dos padres palotinos.
O presidente do Simpro, Eloir Martins Valença, afirmou que a principal preocupação da entidade é com a manutenção dos empregos dos professores, mas preferiu não falar mais sobre o apoio do sindicato a iniciativas que possam ser tomadas pelos professores para não interferir nas negociações. Os professores, por sua vez, também estão preferindo não se manifestar sobre o assunto.
Segundo Valença, o Simpro vai pedir um levantamento detalhado na Prefeitura para checar a possibilidade de tombamento do prédio. ‘‘Como cidadãos, temos a preocupação com o patrimônio histórico da cidade. Parece que a casa foi a primeira construção de alvenaria do centro de Londrina, e se for realmente isso, é muito importante que seja preservada.’
De acordo com informações da assessoria de comunicação da Arquidiocese de Londrina, o terreno onde se encontra o colégio foi doado pela Companhia de Terras Norte do Paraná à Arquidiocese de Jacarezinho (da qual Londrina fazia parte, na época), que imediatamente o repassou para a congregação dos padres palotinos. Na época, a Companhia doou vários terrenos em Londrina e região para a construção de igrejas, escolas e hospitais.
A intenção, na época de doação do terreno, era construir um seminário, mas, por falta de espaço, acabou abrigando a casa paroquial. A maior parte dos recursos utilizados na construção teria vindo da Alemanha, repassados pela própria congregação. Apenas uma pequena parte teria sido doada pela comunidade londrinense.
Na semana que vem, a Secretaria de Cultura do município deverá iniciar o levantamento da planta original (inclusive com resgate de fotos antigas) do prédio e o registro fotográfico do mesmo, com o objetivo de preparar um dossiê que poderá ser útil caso seja mesmo feito o pedido de tombamento. Os trabalhos serão realizados por estagiários do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL) em conjunto com funcionários do setor de Patrimônio Histórico-Cultural da Secretaria de Cultura.

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