Professores do Cefet decidem manter greve
Professores do Cefet
decidem manter greve
Os professores do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet) continuarão em greve. A decisão foi tomada ontem durante uma assembléia realizada em Curitiba. Dos 600 professores ativos que atuam no Cefet da capital, 210 participaram da assembléia. Duzentos e seis deles votaram pela manutenção do movimento, e quatro se abstiveram de votar. Hoje, a greve do Cefet entra em seu 56º dia.
Joelson Juk, professor de Filosofia do Cefet e que participa do comando da greve, explica que os professores decidiram manter a paralisação porque o governo federal está se negando a apresentar uma proposta concreta à classe. O ministro Paulo Renato diz que só vai negociar se a greve terminar, mas nós não queremos isso, diz. Segundo ele, os professores acreditam que o governo sabe que possui uma proposta ruim que não será aceita. Com isso, estaria demorando em negociar para ganhar tempo e cansar os professores, fazendo com que eles voltam para as salas de aula, sem nenhum benefício. Foi o que aconteceu em 1996, conta.
Na assembléia de ontem, os professores do Cefet decidiram, por unanimidade, manter as quatro reivindicações que vêm sendo feitas pela classe. Eles pedem um reajuste salarial linear de 48,65%, inclusive para os aposentados; a não extinção de cargos públicos e a revogação de medidas provisórias que retiram direitos dos trabalhadores. A quarta proposta é a abertura de concursos públicos que possam suprir a falta de professores nas universidades federais e cefets de todo o País. Calcula-se que este déficit seja de 8 mil pessoas, provocado principalmente, pelo anúncio da reforma administrativa.
Segundo Juk, a partir de agora, os professores estarão aguardando uma resposta do ministro da Educação, que deverá receber do comando de greve nacional, a informação sobre a decisão de continuidade da paralisação.(A.R.)





