Professores discutem suspensão da greve
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2002
Silvana Leão e Luciano Augusto Reportagem Local 
A assembléia de avaliação do movimento de greve realizada ontem de manhã pelos professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) decidiu agendar para os próximos dias reuniões com docentes dos diversos centros para discutir questões ligadas à paralisação. Dentre as propostas, duas devem dominar os debates nos colegiados dos cursos: uma de suspensão da greve e outra de retomada das aulas para todos os formandos.
A primeira proposta foi sugerida pelo professor Jairo Queiroz Pacheco, do departamento de história. Ele propôs que a greve fosse suspensa até 18 de fevereiro, quando a Assembléia Legislativa retoma seus trabalhos. Nesse meio tempo, o comando grevista tentaria negociar com o Governo. A segunda proposta foi dada pela professora Maria Ângela Silveira Paulilo, do departamento de serviço social. A decisão de acatar ou não as propostas de uma suspensão tática do movimento deverá sair até sexta-feira, data da próxima assembléia dos professores.
Segundo o professor Kennedy Piau, o comando de greve tentaria agendar para hoje à tarde uma reunião com o promotor Bruno Galatti, que responde interinamente pela Promotoria de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais. Galatti é responsável pela ação que resultou na liminar concedida na Justiça determinando, semana passada, a liberação dos portões do Hospital Universitário Universitário (HU) e do Hospital de Clínicas (HC) para atendimento aos pacientes e o restabelecimento dos serviços. A reunião dos grevistas com o promotor terá o objetivo de discutir as investigações sobre as denúncias envolvendo recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
O presidente da Associação dos Servidores da UEL (Assuel), Itamar Rodrigues Nascimento, afirmou que hoje os servidores farão assembléia pela manhã no campus. Depois, será realizado um arrastão em todos os centros, para convencer os servidores a não voltarem ao trabalho. A Assuel irá pedir também que a reitoria repasse ao sindicato todas as decisões tomadas durante a greve pelos conselhos de Administração, Universitário e de Ensino, Pesquisa e Extensão.
Os servidores não realizaram assembléia ontem. Segundo a presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Londrina (SinSaúde), Ana Maria da Cruz, foram mantidas as escalas de revezamento para atendimento dos pacientes que chegam ao pronto socorro do HU. Ana Maria informou ainda que os servidores mantiveram ontem a decisão de não assinar a folha-ponto em substituição ao controle eletrônico, como foi determinado pelo reitor Pedro Gordan.
O movimento de pacientes no HU ontem ficou um pouco abaixo do registrado nos últimos dias, segundo o diretor superintendente, Cláudio Camacho. A taxa de ocupação, que na segunda ficou em 58%, ontem estava em 57%. Camacho disse ainda que as folhas-ponto estão sendo recebidas, mas a apuração final deve ser conhecida hoje.


