Professores discordam de eficiência do exame
Professores discordam de eficiência do exame
O presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon), Luiz Eduardo Sebastiani, disse ontem que a maioria das faculdades e universidades do Paraná está se preparando para a realização de reforços educativos antes dos provões, principalmente nos casos dos cursos que serão avaliados pela primeira vez. A intenção não é a de ensinar fórmulas de se decorar os assuntos aprendidos durante o curso, mas relembrar temas que foram ministrados nos primeiros anos.
Na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), alguns departamentos tiveram a liberdade de promover cursos de revisão de matérias. Mas segundo o pró-reitor da PUC, Sérgio Ricardo Schneider, apenas os assuntos solicitados pelos próprios alunos foram ministrados. No ano passado, os cursos que mais se destacaram no provão foram direito, matemática e engenharia civil.
Schneider é contra a manifestação de estudantes para que as provas sejam entregues em branco. De acordo com ele, este tipo de atitude só prejudica as próprias universidades. Acho que a nota do provão deveria estar no currículo escolar, só assim os estudantes se preocupariam mais com ela.
O pró-reitor de graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), José Eduardo Queiróz Telles, disse que não foi tomada qualquer iniciativa preparatória para o provão na instituição. De acordo com ele, o provão não avalia o conhecimento do aluno e está sendo realizado por mera obrigação. Achamos válida a iniciativa, mas o provão não serve como instrumento de avaliação de uma universidade como a nossa, disse ele. Telles afirmou que o provão não leva em consideração pontos importantes dentro de uma universidade como laboratórios educativos, hospital-escola, pesquisas tecnológicas e iniciativas culturais. Esta prova não prova nada, garantiu ele. (L.P.)





