Professores decidem hoje volta ao trabalho
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sexta-feira, 30 de novembro de 2001
Erika Wandembruck <br> De Curitiba 
O calendário letivo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que ficou em greve durante quase 100 dias, só vai se normalizar em 2003. Hoje, professores da UFPR e do Cefet decidem em assembléia o cronograma de volta ao trabalho. A Apufpr, a associação que representa os professores universitário, vai propor que a reposição comece já na próxima segunda-feira. O Conselho de Ensino e Pesquisa da UFPR também se reúne na semana que vem para tratar do assunto.
''Como grande parte dos alunos não é de Curitiba, pretendemos dar aulas de cidadania, que já contam como reposição, por duas semanas, até o próximo dia 14 de dezembro'', adiantou o presidente da Apufpr, Francisco Marques. O conteúdo programático, no entanto, só será retomado a partir de meados de janeiro do ano que vem, depois do vestibular que acontecerá na data prevista, de 16 a 18 de dezembro e das festividades de fim de ano.
Pelos cálculos da associação, com isso, o semestre letivo de 2001 só terminará em abril de 2002, quando os alunos terão duas semanas de férias e começarão o próximo semestre. ''De janeiro a dezembro do ano que vem iniciaremos três semestres. Dois que se encerram o ano que vem e o terceiro que terminará só em fevereiro de 2003'', explicou Marques.
O semestre terá de durar no mínimo 15 semanas. Os formandos, porém, terão de reprogramar as formaturas para maio. A data da eleição para reitores continua mantida em 5 de dezembro.
No Cefet, segundo o presidente do Sindicato dos Docentes (Sindocefet), Edson Fagundes, ainda não há previsão sobre o calendário de reposição. ''Vamos definir tudo na assembleia de amanhã (hoje)'', disse. Na opinião de Marques, o governo federal só voltou a negociar com a categoria pressionado pelo cancelamento dos vestibulares nas 52 instituições em greve.
O acordo firmado anteontem entre grevistas e governo concedeu reajuste linear médio de 14,5% e equiparação das gratificações aos que lecionam em 2º e 3º graus. O acordo assegurou ainda remanejamento de R$ 70 milhões do orçamento para atender a reivindicação dos professores.


